A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher 2025, divulgada pelo DataSenado, trouxe dados alarmantes e, ao mesmo tempo, reflexivos sobre a realidade enfrentada por milhões de brasileiras.

Segundo o levantamento, 3,7 milhões de mulheres sofreram violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses no Brasil. Apesar de a pesquisa apontar uma queda estatisticamente significativa no percentual geral de violência em comparação a 2023, os números seguem elevados e revelam que o problema continua profundamente enraizado na sociedade brasileira.
Violência recorrente e diante dos filhos
Um dos pontos mais graves destacados pelo estudo é que quase 60% dos casos de violência são recorrentes, ou seja, as agressões se repetem ao longo do tempo. Outro dado preocupante é que a maioria das agressões ocorre na presença de crianças, o que amplia os impactos da violência para além das vítimas diretas, afetando também o desenvolvimento emocional e psicológico dos filhos.
Invisibilidade e silêncio ainda predominam
A pesquisa também evidencia a invisibilidade de muitas agressões, especialmente aquelas que não deixam marcas físicas imediatas, como a violência psicológica, moral e patrimonial. Esses tipos de violência, embora menos denunciados, provocam danos profundos e duradouros.
Outro aspecto revelado é que a busca por ajuda ainda se concentra majoritariamente em redes de apoio informais, como familiares e amigos. A procura por delegacias e canais oficiais de denúncia continua sendo menor, o que demonstra a persistência do medo, da desconfiança institucional e da falta de informação sobre os direitos e serviços disponíveis.
Avanços e desafios
Embora a redução percentual em relação a 2023 indique avanços em políticas públicas e ações de conscientização, os dados de 2025 deixam claro que o combate à violência contra a mulher ainda exige esforços contínuos, tanto do poder público quanto da sociedade civil.
Especialistas reforçam que fortalecer canais de denúncia, ampliar o acesso à informação e garantir acolhimento seguro às vítimas são medidas essenciais para transformar os números e salvar vidas.
🗒️ Pesquisa, Redação e Edição: Carlos Martins
✍️ Da Redação | Passaré FM
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