O aumento nos diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem chamado atenção de famílias, profissionais de saúde e educadores em todo o país.
Mas, ao contrário do que algumas pessoas imaginam, esse crescimento não significa necessariamente que o autismo esteja mais comum — e sim que estamos identificando melhor quem vive dentro do espectro.

Nos últimos anos, pesquisas internacionais e nacionais apontam um avanço consistente no reconhecimento do TEA. Especialistas explicam que essa tendência é resultado de uma combinação de fatores sociais, científicos e culturais que transformaram a forma como compreendemos a neurodiversidade.
Critérios mais amplos e diagnóstico mais preciso
Antes, o autismo era diagnosticado somente em casos mais evidentes. Hoje, com critérios atualizados e uma visão mais detalhada do espectro, profissionais conseguem identificar desde quadros mais leves até perfis que antes eram ignorados. Mulheres e adultos, por exemplo, eram frequentemente subdiagnosticados — cenário que está mudando graças a avaliações mais cuidadosas.
Mais informação, menos tabu
A expansão de conteúdos sobre o tema nas redes sociais, na mídia e em espaços educativos ajudou famílias a reconhecer características do TEA de forma mais clara. O estigma também vem diminuindo, permitindo que mais pessoas busquem ajuda profissional sem receios ou preconceitos.
Escolas e saúde mais preparadas
Instituições de ensino e unidades de saúde têm aprimorado sua capacidade de identificar sinais de atrasos de comunicação, dificuldades sociais e questões sensoriais. Com esse olhar mais atento, cresceu o número de encaminhamentos para avaliação - especialmente na infância.
Tecnologia e ferramentas modernas de avaliação
Protocolos padronizados, testes validados e instrumentos de triagem têm tornado o processo de diagnóstico mais seguro e objetivo. Isso reduz falhas e amplia a detecção de perfis diversos dentro do espectro.
Adultos em busca de respostas
Muitos adultos que viveram sem diagnóstico por décadas estão buscando avaliação agora, motivados por informação, identificação e qualidade de vida. Esse movimento também contribui para o aumento das estatísticas.
O que esse aumento realmente significa?
Segundo especialistas, a sociedade está evoluindo na forma de compreender a neurodiversidade. Em vez de interpretar os números como um “crescimento real” do autismo, o mais correto é entender que estamos enxergando pessoas que antes passavam despercebidas.
O avanço no diagnóstico representa um passo importante para garantir direitos, apoio adequado e inclusão - temas que a Passaré FM continuará acompanhando de perto.
🗒️ Pesquisa, Redação e Edição: Carlos Martins
✍️ Por Redação | Web Rádio Passaré FM
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