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Os novos desafios na busca da excelência no varejo por meio das pessoas

Os novos desafios na busca da excelência no varejo por meio das pessoas

Crescem as alternativas proporcionadas pela tecnologia e o digital para conquistar novos clientes. Difícil é mantê-los, exatamente porque a cada momento novas alternativas são criadas e disputam espaço com as outras, que também são recentes.

Crescem os recursos para melhorar a experiência do omniconsumidor, não importa o canal de relacionamento, promoção e vendas. Pode ser loja, venda direta, e-commerce, TV, live commerce, telefone, whats commerce ou o que seja. Complexo é manter todas essas alternativas integradas, alinhadas em sua proposta e oferecendo experiências relevantes com tudo aquilo que é oferecido pelo mercado em constante mutação. E para consumidores cada vez mais disputados pelas marcas e plataformas.

Na busca da excelência no varejo num ambiente mais tech, digital e competitivo, o fator humano é cada vez mais crítico e desafiador pela combinação nada virtuosa inerente ao setor em si, com suas características operacionais e jornadas, mais as mudanças de comportamento e atitudes dos mais jovens das novas gerações.

Essa combinação de fatores tornou o setor, junto com o de hospitalidade, um dos que enfrentam maiores dificuldades em atrair e reter gente. Isso pôde ser visto na Europa e nos Estados Unidos recentemente, quando lojas de todos os formatos e setores, restaurantes, fast-food, bares e hotéis buscavam profissionais para trabalhar na retomada de mercado e sendo obrigados a aumentar as propostas de salários e, consequentemente, os custos operacionais.

Essa situação, que poderia parecer momentânea na retomada de mercado, tem se tornado a constante, pois profundas mudanças ocorreram na forma de pensar e no comportamento dos mais jovens, matéria-prima fundamental para o emprego nesses segmentos.

A evolução estrutural do emprego, as alterações nas expectativas dos mais jovens, a “gig economy”, o home office, o trabalho nômade e mais as mudanças de sua visão em relação ao mundo estão entre os fatores que conspiram contra a oferta da excelência dos serviços no varejo, quando mais ela é necessária para diferenciar.

O setor de varejo, historicamente, era um daqueles em que a complexidade aparente não era tão alta, mas a sua repetição e escala eram fatores críticos. Detail, detail, detail. Com o tempo somou-se à escala a complexidade inerente à integração de sistemas, processos, tecnologia e o digital um consumidor que se tornou mais seletivo pelo aumento de ofertas alternativas, gerando um nível e propensão à infidelidade muito maiores.

É nesse cenário que as organizações mais tradicionais de varejo, muitas delas reconfiguradas em ecossistemas, e mais as empresas de serviços e as indústrias e marcas que estão migrando paro o varejo, por imposição do mercado ou opção estratégica, têm repensado modelos e alternativas para oferecer excelência nas suas operações.

Como caminhos, é preciso repensar tudo.

Das práticas de remuneração, reconhecimento e premiação às alternativas de desenvolvimento e treinamento. Das alternativas de comunicação, alinhamento e motivação aos modelos de engajamento e evolução de carreira. Do diálogo constante, interativo e aberto às formas de diferenciação no reconhecimento e identificação de demandas emergentes e busca de sua satisfação. Da incorporação de mais tecnologia que sistematize as atividades repetitivas e enfadonhas, liberando potencial para outras mais envolventes, às perspectivas de evolução mais rápida na carreira, incluindo mudanças geográficas.

O desafio é crescente, pois os fatores que os precipitam se mostram em constante e rápida evolução e é preciso satisfazer um consumidor ainda mais demandante e propenso à infidelidade em seu comportamento de consumo. E gente é a cada momento um fator mais crítico por todas as alterações de expectativas e demandas que temos percebido.

Quando o nível competitivo é crescente, a excelência pela experiência se tornou fator fundamental no negócio de varejo, os desafios para sua execução são crescentes e pedem uma nova cultura ao mesmo tempo mais aberta, interativa, motivadora e criativa para equacionar esse cenário.


Pesquisa, Redação e Edição: Carlos Martins

Por Marcos Gouvêa de Souza

Fonte: Portal | Mercado & Consumo

Foto: Reprodução

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